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    September 29

    Autor da semana - Aquilino Ribeiro

    Aquilino Gomes Ribeiro (Tabosa do Carregal, 13 de Setembro de 1885, 13h00 — Lisboa, 7 de Maio de 1963) foi um escritor português de grande sensibilidade para com o bucolismo e o sofrimento da massa popular da sua Beira natal.

    Fez os primeiros estudos no Colégio da Senhora da Lapa e no Colégio de Lamego, em Lamego. Estudou, durante algum tempo, filosofia na cidade de Viseu, ingressando no seminário de Beja, obedecendo a um desejo da sua mãe que queria fazê-lo sacerdote. Por falta de vocação, abandonaria os seus estudos durante a primeira parte do Curso Teológico.

    É um dos romancistas mais fecundos da primeira metade do século XX. Inicia a sua obra em 1913 com os contos de Jardim das Tormentas e com o romance A Via Sinuosa, 1918, e mantém a qualidade literária na maioria dos seus textos, publicados com regularidade e êxito junto do público e da crítica.

    A linguagem de Aquilino Ribeiro caracteriza-se fundamentalmente por uma excepcional riqueza lexicológica e pelo uso de construções frásicas de raiz popular, cheias de provincianismos.

    Aquilino foi sobretudo um estilista e, por isso, a sua linguagem vernácula e sem estrangeirismos é arejada, frequentemente condimentada nos diálogos com expressões entre grotescas e satíricas

    Apesar de ter optado por uma literatura de tradição, Aquilino procurou ao longo da sua vida uma renovação contínua de temas e processos, tornando-se assim muito difícil sistematizar a temática da sua vastíssima obra.

    Num número considerável de obras, Aquilino reflecte, ainda que distorcidas pela imaginação, cenas da sua vida: o convívio com as gentes do campo, a educação ministrada pelos sacerdotes, as conspirações políticas, as fugas rocambolescas, os exílios, ...

    Até 1932, ano em que fixa residência na Cruz Quebrada, todos os ambientes, contextos e personagens que Aquilino cria, remetem para a sua querida Beira natal. O Malhadinhas, Andam Faunos pelos Bosques e Terras do Demo constituem o melhor exemplo desta situação. De facto, ver-nos-emos, com uma extrema facilidade, envolvidos com as suas personagens beiroas, os seus costumes, tradições e modos de falar típico. É certo que este processo tem as suas vantagens e interesse, mas limita em demasia os horizontes enquanto escritor.

    Aquilino Ribeiro foi sem dúvida um dos maiores escritores da Lingua Portuguesa.

     

    Alguns livros disponiveis na Biblioteca:

    - "Uma luz ao longe";
    - "Monica";
    - "Caminhos Errados";
    - "Lápides Partidas";
    - "Casa do Escorpião".
    September 20

    Autor da semana - Camilo Castelo Branco

    Camilo Castelo Branco teve uma vida atribulada, passional e impulsiva. Uma vida tipicamente romântica.

    Foi órfão de mãe quando tinha um ano de idade e órfão de pai quando tinha dez anos. O que lhe criou um carácter de eterno insatisfeito com a vida. Estando órfão foi recebido por uma tia de Vila Real, e depois sendo recebido por uma irmã mais velha em Vilarinho de Samardã, em 1839. Recebendo uma educação irregular através de dois padres de província.

    Na sua adolescência formou-se lendo os clássicos portugueses e latinos, lendo literatura eclesiástica e em contacto com a vida ao ar livre transmontana.

    Aos dezasseis anos contrái matrimónio com Joaquina Pereira que cedo abandona. O seu carácter instável e irrequieto leva-o a amores tumultuosos (Patrícia Emília, a freira Isabel Cândida). Ainda a viver com Patrícia Emília de Barros, Camilo publicou n'O Nacional correspondências contra José Cabral Teixeira de Morais, governador civil. Devido a esta desavença é espancado pelo «Olhos-de-Boi», capanga do governador. As suas irreverentes correspondências jornalísticas valeram-lhe, em 1848, nova agressão a cargo de Caçadores 3. Camilo abandona Patrícia nesse mesmo ano, fugindo para casa da irmã, residente agora em Covas do Douro.

    Camilo tenta cursar medicina no Porto. A partir de 1848 faz uma vida de boémia, repartindo o seu tempo entre os cafés e os salões burgueses, dedicando-se no entanto ao jornalismo.

    Apaixona-se por Ana Plácido, e quando esta se casa, tem, de 1850 a 1852, uma crise de misticismo quando chegou a cursar o seminário que abandona. Ana Plácido é esposa de um negociante chamado Pinheiro Alves, um brasileiro (daí aparecer a personagem tipo do brasileiro tantas vezes nas suas novelas, quase sempre de maneira depreciativa). Ele seduz e rapta Ana Plácido e, depois de algum tempo a monte, são capturados pelas autoridades e julgados. Este caso emocionou a opinião pública pelo seu conteúdo tipicamente romântico do amor contrariado que se ergue à revelia das convenções sociais. Ficam presos na cadeia da relação do Porto, onde escreveu Memórias do Cárcere, tendo conhecido o famoso delinquente Zé do Telhado. Depois de absolvidos do crime de adultério, Camilo e Ana Plácido passam a viver juntos.

    Entretanto Ana Plácido tem um filho, de origem incerta, teoricamente de seu antigo marido Pinheiro Alves, ao que se somam mais dois de Camilo. Com uma família para sustentar Camilo vai escrever a um ritmo alucinante.

    Quando o ex-marido de Ana Plácido, Pinheiro Alves, falece em 1863, o casal vai viver para a sua casa, em São Miguel de Seide. Em 1885 obtém o título de visconde. Em 1888 contrái oficialmente matrimónio com Ana.

    Ao lado de Ana Plácido decorre o final da sua vida. No entanto não encontra a estabilidade emocional acrescida dos problemas que a sua prole lhe dão. O filho Nuno é um vadio (de alguma maneira sai ao pai), o seu filho Jorge é deficiente mental. A progressiva cegueira deste autor leva-o ao desespero que culmina em tragédia com o seu suicídio por arma de fogo em 1890.

     

    Algumas obras existentes na nossa biblioteca:
     
    -"A queda de um anjo";
    -"Amor de perdição";
    -"A infanta capelista";
    -"O esqueleto";
    -"Coisas que só eu sei..."
    September 15

    Internet

    Informamos   que dispomos de um espaço   Internet, com seis computadores,  destinado a toda a população, sendo  a sua utilização gratuita e disponivel no horário de funcionamento da Biblioteca, das 9.30h ás 12.30h e das 15.00h ás 19.00h. 

    Regulamento de Utilização da Internet na Biblioteca Pública de Ermesinde

    1.   Horário

    O horário de funcionamento do espaço bibliotecário dedicado à Internet é o seguinte:

    Segunda a Sexta                                               

    Das 9h30 às 12h30

               e

    Das 15h00 às 19h00

    2.   Objectivo

    O objectivo da Biblioteca Pública de Ermesinde é pôr à disposição da população um serviço de acesso livre à Internet que vise a divulgação das novas tecnologias de informação e comunicação para que estes apreciem o tempo passado na biblioteca e tentar assim aproximar novos/as leitores/as a este local.

    O espaço dedicado à Internet é de utilização gratuita, em que todos e todas podem usufruir dos seus benefícios.

    3.   Condições e acesso ao material informático

    É estritamente proibido comer, beber ou fumar no interior na biblioteca;

    O/A utilizador/a tem direito a 1 hora de utilização dos recursos informáticos por dia, sendo que este prazo está sujeito a alteração na eventualidade de não existirem utilizadores em espera;

    A utilização do material informático dedicado ao uso da Internet é gratuita;

    O acesso aos recursos informáticos é apenas permitido mediante a apresentação de um documento de identificação, do qual salientamos: o Bilhete de Identidade (ou fotocópia), Carta de Condução ou Passaporte, sendo também necessária a assinatura de um documento de presença, que se destina a assegurar a utilização do computador por parte do/a cidadão/ã e que este tomou conhecimento das regras que dizem respeito ao espaço informático;

    É efectuada uma verificação, por parte do/a responsável, ao documento de identificação apresentado para poder gozar da utilização do equipamento informático; 

    Cada computador poderá ser apenas disponibilizado para um utilizador e um acompanhante, dependendo da existência de cadeiras que estiverem disponíveis. Se esta situação acontecer, o/a utilizador/a é responsável pela utilização do material feita por si e pelo seu acompanhante.

    4.   Utilização dos recursos informáticos

    Os computadores e o acesso à Internet estão à disposição dos/as utilizadores/as para a realização de consultas, pesquisa ou trabalhos de qualquer âmbito;

    É estritamente proibido o acesso a páginas que possuam conteúdos violentos ou pornográficos. Se o/a utilizador/a violar esta regra será penalizado/a, podendo ser interdita a sua presença na biblioteca;

    Os/As utilizadores/as deverão, aquando da sua entrada na biblioteca, silenciar qualquer tipo de material radiotelefónico (telemóveis, equipamento áudio);

    Os/As utilizadores/as estão proibidos/as de alterar a configuração ou instalar qualquer tipo de programa no computador;

    5.   Uso de suporte informáticos

    É interdito o uso de CD-ROM, Disquetes, Memory drives ou Pen-drives sem autorização do/a responsável presente. Caso o/a utilizador/a trouxer o seu suporte com informação previamente gravada e que seja necessário à realização de qualquer trabalho, poderá usufruir desta;

    6.   O/A Responsável

    O/A responsável presente na biblioteca compromete-se a facilitar e ajudar no acesso aos recursos informáticos existentes para utilização. É este que recebe o equipamento com que os/as utilizadores/as pretendam trabalhar e que verifica se estas não irão causar qualquer dano ao equipamento. Cabe ao/à responsável o direito de avaliar a utilização da Internet e dos materiais existentes, tendo a possibilidade de penalizar qualquer utilizador/a que não cumpra as regras já anteriormente declaradas.

    7.   Sanções

    Se um/a utilizador/a não respeitar as regras existentes sofrerá penalizações que poderão ir desde a sua expulsão e proibição de voltar a usufruir do espaço bibliotecário dedicado à Internet, bem como ao pagamento pela reparação de qualquer material danificado.

    8.   Anexos

    O presente Regulamento é acompanhado da ficha de inscrição (Anexo 1), Lista de Utilizadores (Anexo 2) e Tabela de Preços (Anexo 3).

    Este regulamento entrará em vigor a partir do dia 1 de Setembro de 2006.

    September 09

    Autor da semana - William Shakespeare

    Embora a sua data de nascimento seja desconhecida, admite-se a de 23 de Abril de 1564 com base no registro de seu batizado, a 26 do mesmo mês, devido ao costume, à época, de se batizarem as crianças três dias após o nascimento.

    Terceiro filho de oito, havidos por John Shakespeare, um comerciante de lãs, e Mary Arden, filha de um rico proprietário de terras, foi o filho mais velho, de sexo masculino, do casal.

    Foi educado em uma das excelentes grammar schools da época, o que explica o grande conhecimento de um autor que não freqüentou universidades.

    Em 1582, aos 18 anos de idade, casou-se com Anne Hathaway, uma mulher de 26 anos, que estava grávida. O casal teve uma filha, Susanna, e dois anos após, os gêmeos Hamnet e Judith.

    Por volta de 1588 mudou-se para Londres, onde, em 1592 já fazia sucesso como ator e dramaturgo. Entretanto, as suas poesias, e não as suas peças, é que eram aclamadas pelo público. Isso se deveu ao fato de que, entre 1592 e 1594, por 21 meses, os teatros londrinos foram obrigados a fechar em virtude da peste que então grassava na cidade. Nesse período, foram publicados Vênus e Adônis (1593) e O Rapto de Lucrécia (1594), que juntamente com seus Sonetos (cerca de cento e cinquenta), tornaram-no famoso por explorar os aspectos do amor.

    Começou a escrever a sua primeira peça, a Comédia dos Erros, em 1590, terminando-a quatro anos depois, época em que ingressou na Companhia de Teatro de Lord Chamberlain, que possuía um excelente teatro em Londres. Desde então escreveu mais de trinta e oito peças, divididas entre comédias, tragédias e peças históricas. Além de fama, esses escritos trouxeram-lhe riqueza, uma vez que era sócio da companhia teatral. Jamais publicou suas peças, uma vez que como a dramaturgia não era bem paga, Shakespeare preferia que as mesmas fossem representadas. Com os recursos percebidos, adquiriu uma casa em Stratford, propriedades e uma casa em Londres.

    Neste período, o contexto histórico favorecia o desenvolvimento cultural e artístico, pois a Inglaterra vivia os tempos de ouro sob o reinado da rainha Elizabeth I. O teatro deste período, conhecido como teatro elisabetano, foi de grande importância.

    No ano de 1610, retornou para Stratford, sua cidade natal, onde escreveu a sua última peça, A Tempestade, terminada somente em 1613. Faleceu, em 23 de Abril de 1616, de causa ainda não identificada pelos historiadores.

     

    Algumas obras existentes na nossa biblioteca:
     
    - "Romeu e Julieta";
    - "Otelo";
    - "O rei Lear";
    - "Hamlet";
    - "Sonho de Uma Noite de verão".